quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A BOMBA SUPERSÔNICA


Laerte Braga

Habitantes das Ilhas Féroe, país associado à Dinamarca, se refestelam em matança de baleias piloto num festival que se repete todos os anos. Matam e comem a carne desses mamíferos. É prova de masculinidade segundo explicações de lideranças locais.

Quem tiver estômago pode ver uma série de fotos do massacre de baleias.  

O governo dos EUA testou um míssil supersônico capaz de atingir qualquer parte do planeta em uma hora. O míssil, óbvio, destina-se ao transporte de ogivas nucleares de poder muitas vezes superior às duas bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki em 1945 na insensatez histórica de norte-americanos.

No início de seu mandato o presidente Barack Obama denunciou publicamente os contratos de privatizações e terceirizações do governo de George Bush em áreas militares. Abrangiam desde o recrutamento e treinamento de soldados, o setor de logística e o de inteligência. Em alguns casos as empresas contratavam mercenários (de preferência latinos, negros, europeus do leste para servirem de bucha de canhão) para atuação de campo propriamente dito. Foi o que aconteceu e continua a acontecer na Somália e em alguns países não oficialmente invadidos, caso da Colômbia.

Obama ao fazer a denúncia afirmou que não conseguiria anular todos os contratos por conta de garantias legais deixadas pelo governo Bush, mas chegaria ao fim do seu governo reduzindo em 7% o número deles. Quis deixar claro que não concordava com a privatização de funções militares dadas a natureza e o caráter dessas atividades.

Fez o contrário. Faz o contrário. Rendeu-se ao poder dos acionistas que detêm o controle da Casa Branca (grandes corporações industriais, banqueiros, grupos sionistas – AIPAC, p.ex. - e militares, lógico).

Os Estados Unidos têm militares e agentes de inteligência em todos os países do mundo. Ocupados ou não. Monitoram cada canto do planeta através de satélites com as mais variadas funções e conhecem, por exemplo, com maior riqueza de detalhes e precisão o subsolo brasileiro, que os próprios brasileiros.

Arnold Toynbee dizia que não há sentido em tantas armas nucleares, em investimentos pesados nesses artefatos, se não houvesse disposição de usá-los.

À época da guerra do Iraque George Bush disse com todas as letras que se a resistência iraquiana fosse maior que o previsto não hesitaria em usar armas nucleares de pequeno porte.

Insânia pura.

O massacre de baleias piloto nas Ilhas Féroe é um exemplo claro do significado da civilização cristã, ocidental e democrática. O governo associado da Dinamarca nunca fez e nem faz nenhuma ação efetiva para acabar com a barbárie.

Aos domingos todos estão nas igrejas agradecendo a caça pródiga e farta.

O míssil supersônico tem um objetivo primeiro. O Irã. Obsessão do governo terrorista de Benjamin Netanyahu e de grupos radicais, norte-americanos. Um dos principais pré candidatos a presidente pelo Partido Republicano já avisou que se eleito destrói o Irã.

Ao mesmo tempo sinaliza a países como o Brasil, a Índia e a China que tudo tem limites, não importa que no caso do governo brasileiro as portas estejam abertas aos EUA e Israel no Tratado de Livre Comércio (TLC) com o governo de Tel Aviv – firmado no governo Lula – uma espécie de operação triangular para compensar a negativa ao projeto da ALCA – Aliança de Livre Comércio das Américas – o “mercado de um trilhão de dólares” na visão do general Colin Powell, secretário de Estado do governo Bush no primeiro mandato.

O “acidente” com a CHEVRON na bacia de campos não se esgota num poço que vazou. Mas na tentativa da empresa de chegar de forma ilegal às camadas do pré-sal. O poço é o bode expiatório da ação criminosa da empresa.

O assunto está sendo investigado pela Polícia Federal, mas duvido que se chegue a uma conclusão efetiva. Não a Polícia Federal, mas o governo, sem forças e sem pernas para enfrentar o avanço de empresas estrangeiras sobre o petróleo e as reservas de água doce do País.

O problema é que segundo um senador de quinta categoria – existem muitos – disse no Senado que “ninguém pede para nascer negro”. É Magno Malta o nome do distinto. Especialista em superfaturamento de ambulâncias e, segundo alguns, acusado de pedofilia num inquérito que corre ou correria de forma secreta no Espírito Santo.

O que aparentemente são fatos distintos, um não tem nada a ver com o outro, refletem apenas o modelo político e econômico falido. O institucional a serviço de elites e uma sociedade dominada pela alienação imposta pela mídia que a tem como idiota na definição do jornalista William Bonner – “nosso telespectador é como Homer Simpson”.

Se somarmos cada ponta desde as menores em todo esse processo vamos chegar sempre ao mesmo lugar. O capitalismo imperialista a desafiar os povos de todo o mundo a uma unidade capaz de enfrentar o modelo nas ruas.

É o que começa a acontecer no Egito. O povo derrubou Mubarak e Mubarak continua na figura de generais corruptos e golpistas. Foi o que aconteceu na Líbia onde a eventual criação de uma moeda diferente do dólar para o petróleo levou a OTAN – braço europeu do Conglomerado terrorista ISRAEL/ EUA a destruir o país.

Como fizeram com o Iraque, não estão conseguindo completar no Afeganistão e se fartam na Colômbia e agora no Chile, novamente em mãos de grupos ligados à ditadura de Pinochet.


Pior, começam a ocupar o Brasil em cavalos de Tróia que não têm nada a ver com a pantomima de atores da GLOBO contra Belo Monte e a “favor” do Brasil.

Estudantes cubanos decidiram fazer festa para comemorar o DIA DOS ESTUDANTES com um festival de arte e música em solidariedade aos estudantes do Chile. Milhares acorreram à praça pública para o evento. Cuba é o país com o maior índice de desenvolvimento humano em todo o mundo, segundo a ONU. Para mais informações sobre a festa veja no blog Brasil Mobilizado.  

No festival internacional de barbárie promovido mundo afora pelo complexo terrorista ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A, o ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, dublê de banqueiro e boneco de Mussolini, lançou um CD em que canta canções românticas.

Já os trabalhadores gregos, italianos, espanhóis, portugueses, franceses, alemães e britânicos, além dos de todos dos países da Comunidade Européia – colônia do complexo terrorista na Europa – pagam a conta dos bancos falidos, do capitalismo/imperialista tentando de todas as formas evitar sua morte.

A propósito, Berlusconi cantando canções românticas lembra Nero enquanto morria – “que grande artista perde o mundo”.

E nem falo dos imigrantes que vivem nos EUA e em países da Comunidade Européia. Breve serão afastados como leprosos para que os “superiores” possam viver segundo suas tradições boçais na “festa da masculinidade” nas ilhas de Féroe.

E noutra ponta desse novelo capitalista/imperialista, tem o centro e dele é irradiada a barbárie, são como peças de encaixe, as presas grávidas em São Paulo quando levadas a hospitais públicos para o parto permanecem algemadas durante todo o procedimento.

O governador do estado, funcionário da OPUS DEI S/A, controladora de VATICANO S/A, disse que vai mudar esse estado de tortura, digamos assim e nomeou um policial militar assassino (massacre do Carandiru) para comandante da ROTA, versão paulista do BOPE.

Tudo supersônico.

Enviado por Sílvio de Barros Pinheiro

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